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Postado em 11 de Março de 2016 às 10h17

O que o pior videogame da história nos ensina sobre estratégia e gerenciamento de projetos?

  • B4 Soluções -

Graças à evolução dos temas ligados à gestão de projetos nos últimos anos, não é difícil nos depararmos com declarações de CEOs e headhunters dizendo que hoje um bom gerente de projetos é um dos profissionais mais difíceis de serem encontrados, e que as empresas necessitam de profissionais com as competências correlatas. Pesquisas apontam que o mundo precisará de milhões de gerentes de projetos, e que sem eles, as empresas perdem bilhões de dólares em projetos fracassados.
Uma notícia da BBC Brasil de hoje ilustra bem o que acontece quando uma empresa vai no caminho inverso: o quanto o fracasso na gestão de projetos pode significar o fim de uma empresa que era líder de mercado – o caso da Atari e o jogo do ET. Para ser sincero, entrei na notícia para entender o motivo do jogo “ET” do Atari ter sido considerado o pior da história. Eu tinha um Atari, que ganhei da minha madrinha quando tinha uns 6 ou 7 anos, e lembro até hoje de ter jogado o “ET”. Acho que foi o cartucho mais caro que compramos, e eu comecei a jogar com grande expectativa – afinal, o filme era um sucesso, e a Atari produzia os melhores jogos!

No entanto, minha decepção foi proporcional ao esforço para comprar o cartucho: o jogo era chato, e eu frequentemente caía em armadilhas que deixavam o pobre personagem preso, sem ter o que fazer. Nunca consegui evoluir, então sempre achei que eu não tinha as habilidades de jogar o tal jogo. Mas hoje fico mais tranquilo ao saber que o ET tinha diversos problemas e que foi um fracasso de público.
Mas seguindo adiante na reportagem, é impossível não notar algumas informações fundamentais: um projeto similar levaria de 6 a 8 meses, mas o CEO queria o jogo em 5 semanas, menos de 20% do tempo mínimo necessário! Com a perda de mercado enfrentada pela poderosa Atari, era preciso ter o jogo pronto em um prazo compatível com as campanhas de Natal daquele ano. E a indústria de videogames até hoje, como várias outras, tem o período de festas de final de ano como o mais importante para as vendas.
Do topo do quartel general da poderosa empresa, o CEO e seus diretores certamente acreditavam em sua estratégia agressiva, melhor que a concorrência, e que levaria a empresa a mais um período de sucesso. Mas na prática, estavam definindo o caminho do fracasso, ao tentar forçar o desenvolvimento a um prazo totalmente inexequível, com sérios riscos de qualidade, justamente em um momento onde a empresa precisava manter seu status de liderança!
Esse caso nos mostra na prática que negligenciar as necessidades básicas de um projeto – prazo, recursos, direcionamento – é o caminho mais rápido para o fracasso. De nada adianta investir US$ 21 milhões na compra dos direitos, e separar mais US$ 5 milhões para a campanha publicitária, enquanto o item principal – o desenvolvimento do jogo – era relegado ao segundo plano. Por valores bem menores, e a adequada alocação de recursos e prazos, certamente o final da história teria sido diferente.


Fonte: Extraído de http://blog.mundopm.com.br/2016/02/28/o-que-o-pior-videogame-da-historia-nos-ensina-sobre-estrategia-e-gerenciamento-de-projetos/ 

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